PECADOS INOCENTES

Dr. ZIlmar Ferreira Freitas

Dr. ZIlmar Ferreira Freitas Publicado 16/12/2015 


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http://www.ccine10.com.br/pecados-inocentes-critica/

FICHA TÉCNICA

Título Original:Savage Grace
Ano do lançamento:2007
Produção:Estados Unidos
Gênero:Drama
Direção:Tom Kalin
Roteiro:Howard A. Rodman, Natalie Robins e Steven M.L. Aronson

Sinopse:Barbara Daly Baekeland (Julianne Moore) é uma mulher bonita e carismática. Mas isso não é suficiente para apagar o abismo de classes existente entre ela e seu marido, Brooks (Stephen Dillane), o herdeiro da fábrica de plásticos Bakelite. Quando Tony (Eddie Redmayne), o único filho do casal, nasce, essa delicada relação desaba. Tony é visto pelo pai como um fracassado e, conforme amadurece, se aproxima da solitária mãe.

PorJason

Julianne Moore interpreta Barbara, uma socialite, ex modelo, que é casada com um rico, Brooks e ambos tem um filho chamado Tony. O casal parece perfeito às vistas da alta sociedade cheia de frescuras, mas é na vida a dois que o lado B da família fica evidente. Barbara demonstra obsessão com o filho, narcisismo e opressão – e o nascimento abala o casamento ainda mais. Aos poucos, quando vai se tornando adulto, a ausência do pai que se fez notar na infância influencia o comportamento do filho. O pai praticamente não tinha contato com a criança e a ausência de sua presença masculina com a personalidade um tanto neurótica da mãe podem ter influenciado o seu comportamento sexual no futuro.

Já adulto, Tony, homossexual, mantém relacionamento com rapazes. O afastamento do pai já veio gradativamente, a rejeição se completa quando o filho se torna homossexual assumido, mas a mãe se mantém solitária e sensivelmente desequilibrada com o fato. A tentativa de namorar uma menina espanhola por parte de Tony acaba resultando num caso amoroso do pai para completar a desastrosa relação do casal. A personalidade do rapaz se tornou vazia como a da mãe e há nela uma estranha obsessão e relação incestuosa, como se Barbara quisesse curá-lo e buscasse nele o homem que ela não teve. Para se ter uma ideia do relacionamento dos dois, no ápice da loucura de suas vidas, os dois dividem a cama com o mesmo rapaz e ela o molesta, transa e ao perceber que ele não ejacula, o masturba. Tony parece cada vez mais psicótico. O destino de Barbara não poderia ser outro: desorientada, ela tenta acabar com a própria vida. Mas é o seu próprio filho quem acaba consolidando esse desejo.

O filme é baseado em uma história real, no caso de assassinato que rendeu o livro homônimo publicado na década de 80. Tony, disfuncional como a família, matou sua mãe a facadas, sendo mandado para um hospital prisão. Libertado, Tony foi viver com a avó, e também tentou matá-la a facadas (a mulher sobreviveu). Foi para a prisão e morreu, por suicídio. O filme procura estabelecer a falta de conexão entre a família, o abismo que existe entre as três personalidades diferentes e seus comportamentos distintos.

Toda a composição dos ambientes e reconstituição de época são bons, mas a abordagem do filme, elegante como um filme britânico, parece destoar do composto (involuntariamente ou propositalmente, isso causa estranheza). O filme parece mais um episódio de série americana desinteressante (é curto, mas arrastado). Falta uma carga dramática maior por parte de outros atores além de melhor desenvolvimento (o namorado dos dois é peça central, entra e some sem dizer a que veio) e nesse contexto, é Julianne Moore que se sobressai.

Talentosa, uma das melhores atrizes que já surgiram no cinema, Moore consegue captar toda a essência de sua personagem depressiva – toda vez que ela sai de cena, o filme embola. Da mãe instável, perturbada com o relacionamento do filho com outro homem e tentando curá-lo mantendo relações sexuais com ele (num momento no mínimo bizarro e corajoso), passando pela mulher traída pelo marido que se envolve com uma menina mais nova e caminhando para a auto destruição, Moore dá corpo e transforma em realidade tátil uma personagem complexa, carente e fracassada e difícil. A trama poderia ferver mas o filme, no saldo final, parece aquém de sua presença.

PRÊMIOS

INDEPENDENT SPIRIT AWARDS
Indicação: Melhor Roteiro

TRAILLER LEGENDADO DO FILME  -  https://youtu.be/u_2nWoivEYY

http://revistaglamour.globo.com/Na-Real/noticia/2014/09/conselho-de-etica-alemao-quer-legalizar-sexo-entre-pais-e-irmaos.html

Na Real

TAMANHO DO TEXTOA-A+

30/09/2014 14h34 - ATUALIZADA EM: 30/09/2014 17h26 -POR REDAÇÃO GLAMOUR

Conselho de ética alemão quer legalizar sexo entre pais e filhos e entre irmãos

A lei de incesto pode deixar de existir no país porque pros envolvidos no projeto, o mais importante é que adultos possam ter “autodeterminação sexual”. Polêmica à vista...

No filme "Pecados Inocentes", Julianne Moore vive um pertubador caso de incesto com o filho (Foto: divulgação)

Em 2010, a lei de incesto causou a maior polêmica na Alemanha quando Patrick Phil, um morador de Karlsruhe, no Sul do país, foi preso por manter relações e ter quatro filhos (dois deficientes) com sua irmã, Susan. De acordo com a Constituição alemã, condenação por incesto entre irmãos é crime e resulta em pena de prisão de até três anos. Mesmo assim, na época o advogado do réu afirmava que a prisão do seu cliente era "uma violação dos direitos fundamentais e uma relíquia histórica". Patrick, além de ter cumprido quase três anos de prisão, foi obrigado a se separar de Susan e perdeu a guarda de três dos quatros filhos.

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Agora, esse quadro parece mudar: no que depender do Conselho de Ética do governo alemão, a lei de incesto vai deixar de existir. A gente explica: em assembleia feita recentemente,o Conselho afirmou que “o direito de irmãos adultos à autodeterminação sexual é mais importante do que a ideia abstrata de proteção à família”, antes de acrescentar que "o direito penal não é o meio adequado para preservar um tabu social, já que as chances das crianças nascerem deficientes são uma grande punição”. Mesmo assim, o partido CDU, da chancelerAngela Merkel,já deixou claro que não tem intenção de permitir que o incesto seja legalizado, alegando que tal atitude“iria completamente contra a obrigação de fazer de tudo pra que as crianças nasçam saudáveis”.

O assunto, como era de se esperar, é o novo tabu na Alemanha.

E você, o que pensa a respeito?

 

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